03/12/2014 às 14h47m

Quase NEW YORK

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Andando pelas ruas
Meio que estranho
Dentre pessoas estranhas...

São Paulo é quase New YORK.

Do Vale do Anhangabaú
Crescia em mim
A ansiedade do conhecer.
Queria eu...
...No meu mundo saber
A extensão da cidade.

A metrópole financeira
O cérebro paulista
País concentrado...
...De cores
...De raças
...De outras pátrias.
Andar pelas ruas
A Avenida Paulista
Um centro nervoso...
De gente
...De cores brasis.

Do Terraço Itália
Estendia-se...
...Minha visão de crítico
...Minha visão de observador
O vai-vem de veículos
Transeuntes sem direções.

Admirável o MASP
Arte estampada
Arte que inebria
Rubro vão livre...
...Que alegra
...Que edifica
...Que enfeita.
A maior Avenida de Sampa.

AUTOR:
EDIMILSON G. CRUZ
ESPERA FELIZ MG
Ego.cruz@hotmail.com.br - em Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand ( MASP)

Autor: Edimilson G. Cruz

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29/11/2012 às 08h13m

E AS ESTRELAS NOS FALAM

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O texto está no ar
As palavras caem da fonte
Com figuras finas elegante.
...Eu as recebo.

(...) Deus as conhece
E as outorga a mim.
Penso usá-las...
...Para o bem
...Para alguém
Que as entenda.

Meu cérebro...
...Solto disfarça as idéias.
Interajo conexo à origem
Coisa que não entendemos
...Mas nos dirigem.

Nessa composição
Me conectam(...)
Regidos por um maestro.
Com o instrumento à mão
Faço parte do concerto.

As notas mentais
E as musicais
Eu as assimilo...
...São reais.
Às vezes...
...Não as podemos entender
...Nem as podemos ver.
São nossos sentidos.
Cobertos...
...Pela razão
...Pela emoção
De sentirmos matéria.

Um vislumbre.
Acordo do outro lado
Num poema inabalado.
Um sonho.
Acorde ao mesmo tom
Envolvido de luz e som.

Autor: Edimilson G. Cruz

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07/11/2012 às 08h26m

TARDE EM IPANEMA

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O SOL SE PÕE...
O CÉU AZUL RUBRO FICA.
AO OLHAR PARA O HORIZONTE
ENTRE O MAR E AS MONTANHAS
UMA LÁGRIMA CAI.
VEJO AO LONGE O POENTE.

POUCOS O PERCEBEM
NEM IMAGINAM
O BEM QUE NOS CONCEDE
ESTE VISUAL EM COMUM.
PARO PARA PENSAR...
ASSIM NOTO A LINGUAGEM
QUE À MENTE POVOA IMAGEM,
ALGO CHAMA A OBSERVAR.

NA AREIA AINDA ESCALDANTE
AS VERSÕES DO VERÃO CARIOCA
GAROTADA NA PRAIA
MODISMOS SE SUCEDEM À AREIA
TRAZENDO POLÊMICAS E FOFOCAS.

SOL EM IPANEMA.
E FAZEM A HISTÓRIA DO RIO
FAÇA-SE CALOR, FAÇA-SE FRIO
E A CIDADE SE SURPREENDE
DE LEILA DINIZ...
...AO TOPLESS.
O CARIOCA DITOU SEUS RÓTULOS
...O PIER DE IPANEMA
...AS DUNAS DA GAL
...DUNAS DO BARATO LEGAL.

A MULHER...
...SUAS CONQUISTAS.
SOBRESSAI-SE COM O CORPO,
SEIOS LIBERADOS.
IPANEMA DESPEDE-SE DO SOL
VEJO BANHISTAS BRONZEADOS
E CONTENTAMENTO DESIGUAL.

JÁ É TARDE ...
...EM IPANEMA.
VEJO O MAR
O OCEANO ATLÂNTICO.
UMA SOMBRA SOBRE A PRAIA
GARÇAS E GAIVOTAS VOAM
AS ONDAS AOS EDIFÍCIOS ECOAM.
PARO PARA PENSAR...
...À TARDE EM IPANEMA.

AUTOR: EDIMILSON G. CRUZ
           17/01/2007
IPANEMA RIO DE JANEIRO
            19:32 HORAS


Autor: Edimilson G. Cruz

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19/10/2012 às 09h21m

O HOMEM DA ROÇA.

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AO PENSAR A ROÇA
VEJO O TRABALHO ÁRDUO
VEJO A DIGNIDADE DA ENXADA
UM PESO TALVEZ NÃO AGRADA
E ASSIM ALIMENTA A VIDA.

O HOMEM DO CAMPO
É QUE ARA A TERRA
É QUE CULTIVA A SERRA.

O SOL ARDENTE DOS DIAS
O FAZ VALORIZAR SEU TRABALHO
TROCOU O TERNO PELO "RETALHO"
E ORGULHOSO CONTACTA A NATUREZA.
VIVE SEU DIA-A-DIA LIVRE
COM ANIMAIS E O SOLO CONVIVE
ASSIM ORNAMENTA ESSA RIQUEZA.

FAZ-SE PRODUZIR DE SOL A SOL.
ACORDA CEDO COM FRIO OU CALOR
PÕE OS PÉS NO CHÃO, COM AMOR
VÊ ACORDAR SEMPRE AS BICHARADAS.
ALEGRE PÔE-SE ATÉ A CANTAR,
ÀS VEZES COMO OS DEMAIS, PÔE-SE A CHORAR
LEMBRA-SE DA VIDA, AS DATAS MARCADAS.

O HOMEM DA ROÇA TAMBÉM PENSA
FAZ SEUS CÁLCULOS MATEMÁTICOS
SÃO PESSOAS HUMILDES, SISTEMÁTICAS
SÃO RESPONSÁVEIS PELOS ALIMENTOS.
PODEM NÃO SABER TODA A CIÊNCIA
MAS SÃO DOTADOS DE PACIÊNCIA
A QUAL OS LEVA A CONHECIMANTOS.

NA ROÇA CULTIVA-SE AMIZADES.
AS PESSOAS TÊM CONSIDERAÇÕES
JÁ SE TEM OS MEIOS DE COMUNICAÇÕES
QUE NOS FAZEM MAIS FAMILIARIZADOS.
VAI SE PERDENDO É CLARO O ESPAÇO
É O PROGRESSO QUE CHEGA À LAÇO
TOMANDO ESPAÇO ANTES RESERVADO.

DA ROÇA AOS PRATOS DA CIDADE.
O ARROZ E O FEIJÃO POPULARIZADOS,
NOSSOS PRODUTOS SÃO MANIPULADOS
E QUEM GANHA É O ATRAVESSADOR.
NA VIDA A GENTE TEM QUE ENTENDER
QUE UNS NASCEM E VIVEM PARA SOFRER
ENQUANTO OUTROS "RIEM" DESSE ARDOR.

AUTOR: EDIMILSON G. CRUZ
SÃO GONÇALO / ESPERA FELIZ MG.


Autor: Edimilson G. Cruz

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04/10/2012 às 13h39m

SANTA BÁRBARA. EM PERFIL...

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NUM VALE DE PASTAGENS
VERDES E FLORESTAS                               

                                
CACHOEIRAS E VÁRZEAS.
ANINHA-SE...
...NOS CONTRAFORTES
DA SERRA DO BRIGADEIRO.
PRÓXIMO A MIRADOURO                                  
SANTA BÁRBARA SE ENCERRA              
ENTRE MONTANHAS E SERRA. 
LUGAREJO HISTÓRICO E SIMPÁTICO        
                                                                    
PESSOAS SE DISTINGUEM...
VALORES CULTURAIS E RELIGIOSOS.
E DIREITO A DESCER O RIO
UMA DESCIDA MANEIRA.
DE UMA 'A OUTRA CACHOEIRA.

AS PESCAS E MERGULHOS
E AS FESTAS TÍPICAS DO ANO.

O FUTEBOL UM ORGULHO
E AS FOGUEIRAS DE SÃO JOÃO.

DA PRACINHA AO CAMPO
UM VAI E VEM...
...DE GENTE.
SIMPÁTICA E ELEGANTE.

OS BARES E AS SINUCAS
JOGOS DE CARTAS...
A ALEGRIA DO POVO
SORRISO SEMPRE NOVO.

SANTA BÁRBARA...
...SE ENCERRA.
O GADO
O CAFÉ
E A TERRA.

E A BOA PINGA DO GALO.

AUTOR:
EDIMILSON G. CRUZ
ESPERA FELIZ MG.


Autor: Edimilson G. Cruz

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12/09/2012 às 14h33m

Mente que brilha

Antonio Klaré de Amorim ( KLARÉ ).

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               Filho de Juarez e Antônia, nasceu e estudou em Carangola MG.

               Escritor, teatrólogo, crítico.  Escreveu dezenas de peças de teatro e artigos para jornais. Poesias, contos. Sempre foi apreciador das artes. Nas suas obras caracterizava bem o social, usando metáforas em cenas com temas satíricos.             

               Começou a frequentar as lides Carangolenses, onde conheceu gente de expressão e por esse tempo divulgou sua arte de representar o cotidiano. Nesta mesma época, década de 1960, começou a conviver em São Gonçalo, seu palco para arejar e buscar subsídios para seus temas, onde ainda organizava os jovens para contracenar seus temas que mostravam a realidade. Sua juventude foi marcante  para aqueles jovens que imbuía da arte, da maneira que a cultura tem de aproximar e quebrar a timidez.

               klaré passou a ser aquele cara diferente, pelo jeito de se vestir e de encarar a vida livre e solta como um passarinho, invejava a muita gente. Sua maneira simples chocava os "moralistas" da época, pessoas estas que viviam um mundinho restrito sem informação. Conviveu muito por aqui, quando vinha com as primas e os primos do Rio, os filhos dos tios (Francisco e Elaine). Ficava na casa de Isauro Silvestre e Esmeralda e sempre volta para Carangola, Rio e assim trazia as suas novidades. Teve depois como ponto de apoio e residia na casa de Jair e Mariêta, que muito estimavam, onde trabalhava e fazia tarefas especiais como, cuidar de hortaliças e dos arredores de casa. E recentemente, ou nos últimos anos residia hora e outra na casa de Vilson e Maria Enir, pode até dizer que ajudou (contribuiu) na educação de seus filhos. Foi funcionário da cooperativa "Coavap", nos meados de 1980 em São Gonçalo, uma das filiais da zona rural. Depois saiu deste trabalho mas continuou por aqui, teve pequeno bar com jogos de bilhar e assim conviveu conosco.
               Ele não passará despercebido entre nós que as vezes devido as nossas preocupações diárias é que esquecemos as coisas que ao nosso redor reluz. Existem pessoas que a gente vê de dentro para fora, que são as verdadeiras. Klaré foi assim, falava o que sentia, não escondia o que tinha que ser dito, não se preocupava em exibir-se. Pessoas como ele preferem viver assim, escolha natural, passam no silencio e deixam grandes feitos, não para os olhos, muitas vezes tolos que só vêem as coisas exteriores.
               Quando éramos criança convivia conosco. Contando suas histórias e irreverência de cunho moral, contribuiu muito com os nosso crescimento, físico e cultural.
               participávamos de peças de teatro escrita e montada por ele. Os ensaios eram engraçados !!! Nos ensinou a fazer balões, barcos de madeira e aviõezinhos de papel, gostava de pescar e curtir as cachoeiras, boa música e filmes, no inverno raramente usava uma camiseta, saúde de ferro.
               Ele sempre foi misterioso e criterioso em se tratando de fé. Sempre argumentava tudo. Não aceitava o "deus" que os homens criou, mas o deus que criou o homem.
               Estimava muito Odir e Maria José. Wilhian, Cleiton e Márcia. Parentes favoritos lá do Rio de Janeiro. Sempre ia lá para visitá-los, ficava lá por um tempo depois retornava com as novidades que presenciava por lá.
               Não  esqueceremos, de sua irreverência e contribuições à nossa cultura, onde materializou, ideais e sonhos, conceitos e críticas.
               Por fim, Klaré sempre será relembrado. a arte imortaliza seus autores. Como não poderemos deixar de dizer, ainda  nos proporcionará grandes feitos.

               Retornou a pátria espiritual em 21/07/2006 em São Gonçalo Esperas Feliz MG.

Seu material encontra-se registrado na Biblioteca Nacional à rua da Imprensa no Rio de Janeiro.


Autor: Edimilson G. Cruz

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06/09/2012 às 10h29m

Manhã de Outono

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NESTE DIA DE SOL CAUSTICANTE
NUM SÁBADO DE ABRIL
OLHO A RUAS DA CIDADE
A PAISAGEM DA ESTRADA.
E SAIO NUMA MOTO POSSANTE
POR ESSES CAMINHOS DA VIDA...

E A VIDA É ASSIM MESMO
E A NATUREZA É ASSIM TAMBÉM
E É NESTE VAI-E-VEM
QUE PODEMOS DAR VALOR A ELA.

NESTES CAMINHOS TORTUOSOS
O HOMEM PODE SE VER...
...PEQUENO DIANTE DO UNIVERSO.
EU AQUI COMPONHO.
O QUE PARECE SONHO
TRANSFORMO EM PEQUENO VERSO.

SABIDO QUEM VÊ ALEM DOS OLHOS
ALÉM DE SERMOS ETERNAMENTE HUMANOS.

ESTOU A FILOSOFAR COTIDIANAMENTE
AO INDAGAR OS PORQUÊS...
CRIO UM GEITO DE ME ENTENDER.
APRENDO A APRESENTER-ME NESTE PALCO
VENDO QUEM FUI
VENDO QUEM SOU
VENDO QUEM SEREI...
...NESTE TEATRO QUE É O MUNDO.

AUTOR: EDIMILSON G. CRUZ
           SÁBADO 07/04/2012
            CARANGOLA MG


Autor: Edimilson G. Cruz

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17/08/2012 às 17h33m

POEMA A ESPERA FELIZ.

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NAS ENTRANHAS DAS SERRAS

ENTRE VALES E FLORESTAS

O ENCANTO DESTA TERRA.

 

SEUS REGATOS TRADUZEM A FERTILIDADE

O QUE VEJO TRANSFORMO EM LITERATURA

TUDO AOS MEUS OLHOS, ATÉ A CULTURA.

E NESTA SINTONIA UMA COMPOSIÇÃO

DEMONSTRO QUE PARA MIM, ÉS "ETERNO LAR"

E QUE GRANDIOSA EUFORIA PAIRA NO AR

TRAZENDO ENCANTAMENTO AO MEU CORAÇÃO.

 

DE COSTUMES BEM BRASILEIROS

TEMOS UMA CULTURA GLOBALIZADA

CIDADE CALMA E BEM ESTRUTURADA.

TEMOS SÁBIOS, CULTOS E IGNORANTES

TERRA DO GADO LEITEIRO E DOS CAFEZAIS

DAS EXPOSIÇÕES E DOS CARNAVAIS

TRAZ EM SI AS MARCAS A ESSE INSTANTE.

 

UM MUNICÍPIO BEM SITUADO

NOS CONTRAFORTES DA SERRA DO CAPARAÓ

LÁ O PICO DA BANDEIRA ENCONTRA-SE SÓ.

SERRA ALÉM DAS MINAS GERAIS

ESPERA FELIZ, AS VISITAS TODOS OS ANOS

TODO O PAÍS A CONHECE, ATÉ OS AMERICANOS

ESSA É MINHA TERRA, DE PONTOS DESIGUAIS.

 

ESSE É UM POVO BEM MINEIRO

UM MUNICÍPIO QUE CRESCE E EXPANDE

CRESCE CALADO, DE OLHO MA CIDADE GRANDE.

UMA ECONOMIA DIRECIONADA PELA AGRICULTURA

FALA-SE DE EDUCAÇÃO E PROGRESSO

FALA-SE DE SAÚDE E CULTURA, UM SUCESSO

E ASSIM VIVEMOS NA ETERNA "BUSCA FUTURA".

 

A CIDADE NA VANGUARDA DE SEUS MESTRES

E NESSE TEMPO DE AFLIÇÕES "INTERIOR"

É QUE A JUVENTUDE ANSEIA PELO AMOR.

A INVERSÃO DOS VALORES SE ESTENDEM PELO MODISMO

AQUI A NATUREZA TRADUZ O ESPAÇO URBANO

O QUE FAZEMOS A ELA, SÃO ATOS PROFANOS.

O QUE VEM A CABEÇA,DEIXA-SE LEVAR POR COMODISMO.

 

VEJO UMA SOCIEDADE ESPERAFELICENSE

NUM ANGULO INCOMUM E DESESTRUTURAL

É O QUE FAZEM DA MÍDIA DESCOMUNAL.

AH MINHA VIDA, MINHA CIDADE, MINHA SERRA!

TEU FUTURO, PODE-SE NOTAR PELO QUE ÉS.

ONDE ESTÁS QUE NÃO APLICAS TUAS FÉS?

CIDADÃOS CRIADORES, QUE LABUTAM PELA TERRA!

 

ESPERA FELIZ, GRANDES MESTRES PASSAM.

SÃO VOZES E EXEMPLOS DUMA CIDADE

HOMENS QUE FEREM PELA VIDA A QUALIDADE.

FALO DE CULTURA, FALO DE FÉ E RACIOCÍNIO

HÁ AQUELES QUE FAZEM E NÃO APARECEM

QUE NÃO SE EXALTAM PELO QUE EXERCEM

DENTRO DA SOCIEDADE HÁ SEUS DETERMÍNIOS.

 

OH CIDADE! ONDE TU AFINCAS

ENCRAVADA ESTÁS ENTRE AS MONTANHAS,

ESCREVER-TE FOI QUASE UMA FAÇANHA.

O QUE RELUZ DESDE O SEU PRINCÍPIO

ESTÁS A TE VOLVER NA ECONOMIA ATUAL

E NÓS, OS HOMENS, AINDA NA TERRA ANIMAL

TRAZEMOS NA PELE LUTAS E SACRIFÍCIO.

 

AUTOR: EDIMILSON G. CRUZ

SÃO GONÇALO / ESPERA FELIZ MG


Autor: Edimilson G. Cruz

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20/07/2012 às 17h04m - Atualizado 20/07/2012 às 17h05m

POEMA A SÃO GONÇALO

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NO BUCOLISMO DAS SERRAS

ENTRE MATAS E VALES...

...UM CULTO CATÓLICO.

...UM VULTO SIMBÓLICO

REFERIA-SE AO SANTO.

 

DAS ROMARIAS...

ÀS CULTURAS POPULARES.

ACHEGAVAM-SE OS POVOS.

 

NUM TEMPO...

...DE ESCRAVOS

...DE "NOBRES" DA TERRA

QUE FERIAM AS MATAS

E CULTIVAVAM AS SERRAS.

AS FAMÍLIAS DESBRAVAVAM...

...O SOLO

...O RIO

NO CULTIVO O CIO.

 

A HISTÓRICA...

...JOAQUINA DUTRA,

DOOU PEQUENA GLEBA DE TERRAS...

...AO SANTO.

AOS POSTULADOS DA IGREJA.

DOOU MESMO DE BANDEJA

POR TÊ-LO COMO PROTETOR.

 

OS PRIMÓRDIOS SE APOSSARAM

AOS POUCOS DO QUE SOBRAVAM

DAS TERRAS DOADAS...

...À COMUNIDADE.

OS ABORÍGENES...( ! )

...FORAM EXCLUÍDOS.

COMO FRUTOS CAÍDOS,

PERDERAM-SE NO TEMPO.

 

OS ÍNDIOS...

...CÁRA-DE-ANGOLA.

DO GRUPO DAS TRIBOS TUPI

NÃO PUDERAM FICAR POR AQUI

NESTE LUGAREJO PACATO...

...DE NOGUEIRAS E SILVESTRES.( ? )

E DE OUTRAS PLANTAS

E DE OUTROS ANIMAIS

MATAS E REGATO.

 

TEMOS SÁBIOS E IGNORANTES.

TODOS JUNTOS...

...FORMAMOS UMA FAMÍLIA

DE APRENDIZES.

SOMOS AS RAÍZES

QUE NO FUTURO...

...SERÃO MILHARES DE VEZES...

...MELHOR.


Autor: Edimilson G. Cruz

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28/06/2012 às 08h59m - Atualizado 29/06/2012 às 13h54m

O homem no mundo

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Esse ser fadado a inteligente
aqui caminha louco, descontente,
rumo às sua frouxas paixões.
Longe de se reconhecer integral
quando devia-se banir o mal,
se interessa mesmo por emoções.




Nas mãos todo o seu poder
ganancioso, luta a não perder.
Passa por cima de outras causas.
Sendo político às vezes manipulado
quando se manifesta, mal enquadrado
nas necessidades, grandiosas pausas.

Apoliticamente, falo de nós,
envolvidos socialmente e sós...
E neste pequeno mundinho interior
lutamos, ridicularizando a vida
vivendo, observando a casta oprimida
sem notarmos no íntimo o amor.

O homem e o mundo...
As guerras, um grande absurdo.
Qualificaram-nos como racionais
dotados de senso e autocrítica
ligados à religião e a política
que pensa e usa idéias normais.

A tendência econômica...
A era da cibernética e atômica
vem assolar o ego hominal.
O autoritarismo das "nações"
a tender ilógicas confusões
é que faz da terras infernal.

Um milênio novo a viver
ser humano nada, faz entender.
Evoluiu-se intelectualmente,
o globo todo interligado
pela internet conjugado.
E nada entendeu contextualmente.

Grandes sábios passaram
conhecimentos nos deixaram.
Do sentimento, da beleza.
Século de Schweitzer, de Einstein
de Ghandi, também de Chaplin.
Da informática e da riqueza.

Ainda transplantes, outra alavanca,
veio aparecer a física quântica.
Na medicina a microbiologia,
as viagens interplanetárias.
As revoluções a reforma agrária
a kyrlian, exuberante fotografia.

A era nova à nossa frente...
Este o caminho, gritaram: avante!!!
Falta-nos a virtude dos "fortes".
Resistir dificuldades, tentações.
Ver no tempo a luz, as estações,
que ainda há vida, não há morte.

Autor: Edimilson G. Cruz
São Gonçalo / Espera Feliz MG

Autor: Edimilson G. Cruz

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Perfil

Edimilson Gomes da Cruz, um poeta nato.Nascido no distrito de São Gonçalo, município de Espera Feliz, Minas Gerais, uma comunidade aninhada nos contrafortes da Serra do Caparó. O bucolismo local, contituido de serras, matas e regatos, desde cedo inspiraram ao menino sensitivo, que captava toda a poesia e lirismo que do ambiente emanavam.
Das coisas quietas, dos sons inaudíveis para muitos, das cores não percebidas por tantos outros, o menino extraía o sentido de sua vida e definições tão nítidas para posturas e comportamentos humanos à sua volta. Estranha clarividência esta, que o possibilitava, tão precocemente, situar-se num mundo onde, mesmo sua escolaridade básica não havia sido concluída.
Cresce a criânça, desperta o adolescente e define o adulto. Nessa linha evolutiva o estro poético se mantém como característica marcante, estabelecendo com o mundo relações profundamente significativas e sensíveis.
Em suas páginas de sentido lirismo e plenas de registros do cotidiano, o poeta se mostra em composições ora melancólicas, ou às vezes, esfusiante de uma realidade que somente os inspiradores são capazes de demonstrar.
Não há esforço, não desprende muita concentração para abstrair de seus versos, todo o concentrado de emoções que encerram.
A composição dos seus versos e estrofes flui livre, elegante , como vôo de alvas garças, recortando céus azuis.
Sem dúvida, Edimilson comprova muito bem a linha do grande poeta Benjamim Rostande, quando afirma:
"Seja de teu pomar, o que tu próprio colhas: frutos e flores, ou simplesmente folhas".