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Pico Da Bandeira – Parque Nacional do Caparaó – MG/ES

Em 24/01/2017 às 16h16


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Pico da Bandeira: a terceira montanha mais alta do Brasil. Talvez resida, neste detalhe, o maior charme do Parque Nacional do Caparaó, situado entre o Espírito Santo (70%) e Minas Gerais (30%). Mas ela já ocupou o posto número um pois, desde a década de 60 do século passado, imaginava-se que o Pico da Bandeira era o cume mais alto do Brasil. Com a descoberta do Pico da Neblina e seu vizinho 31 de Março, a montanha caiu de posto, mas não perdeu nada de sua beleza.

 

O parque é composto de Mata Atlântica e Campos de Altitude, oferece um visual grandioso e muitos rios e cachoeiras para banho. A facilidade em alcançar este cume de 2.890 m. de altitude faz com que ele seja procurado por muitos visitantes despreparados, inclusive alguns usando chinelos e shorts. Vale a pena lembrar que, por mais "simples" que seja a caminhada final, com cerca de duas horas e meia de subida por trilhas muitas vezes íngremes, ainda se trata de um ambiente montanhoso, com todas as agruras da natureza, e podendo ser extremamente frio, além da exposição em determinados trechos. Lembre-se que a maior altitude representa menos oxigênio disponível, por isso, modere o passo. Esteja bem preparado e aproveite, ainda mais, este belíssimo parque.

 

 

O que fazer

 

Partindo da cidade de Alto Caparaó (MG), onde fica a portaria principal do parque, comece pelo Vale Verde, com 997 m de altitude, situado à beira do Rio Caparaó. O local conta com muitos poços e piscinas naturais ideais para banho – são mais de 100 nascentes que formam rios de pequeno e médio porte, resultando em cachoeiras de até 80 metros, como a Bonita. Mais adiante, a Tronqueira, 1.970 m., é um mirante com vista para todo o vale do Rio Caparaó e é o último ponto acessível por carro. A cachoeira Bonita fica nas redondezas.

 

Um pouco mais à frente, está o Vale Encantado, 1.980 m., e o Terreirão, 2.370 m., última área de camping antes do Pico da Bandeira. Do lado capixaba do parque, com acesso pela Vila de Pedra Menina (município de Dores do Rio Preto – ES), há agora um novo camping em Casa Queimada, que também vale a pena conhecer. Localizado a 2.160 m de altitude, o local fica a 8 km da portaria, seguindo por uma estrada de chão. A partir daí, uma trilha mais curta, porém íngreme, leva ao cume do Pico da Bandeira, em cerca de 2hs de caminhada (cerca de 4 hs ida e volta).

 

Sugestão de passeios em dois dias compridos ou três curtos

 

Dia 1 Partir da portaria Alto Caparaó às 8 horas, caminhar até o camping Tronqueira e almoçar lá (a vista aqui é maravilhosa! Aproveite-a…), com tempo para tomar banho na cachoeira Bonita ou no Vale Encantado. Continuar para o camping Terreirão (1h30), onde você irá passar a noite (é a nossa sugestão por ser mais tranqüilo e ter menos gente, além de ser mais perto do Pico da Bandeira).

 

Dia 2 Acorde de madrugada, às 3, 4 hs, e comece a caminhar logo, para chegar ao cume em tempo de ver o nascer do sol. Leve apenas uma mochila de ataque com anoraque, luvas (se você é friorento), chapéu, lanche e água. Siga as marcas amarelas à luz de sua lanterna frontal (não esqueça de levar pilhas extras!) e em mais o menos 2 hs você estará no cume (lembre-se que avançar no escuro é muito mais difícil e perigoso do que na luz do dia!). Depois da Bandeira, se o tempo estiver bom, pode subir o Cristal (cerca de 1h30 do Pico da Bandeira) ou descer a trilha marcada com marcas brancas (preste atenção! Pois esta trilha está marcada errada no mapa do parque) até o camping da Casa Queimada, faça um lanche por lá e volte ao camping Terreirão pela mesma trilha. É possível continuar da Casa Queimada para Macieira, mas é por estrada de terra, o que o torna desinteressante, além de descer muito, exigindo uma volta bastante cansativa para o Terreirão… – se você vai fazer isto, levará três dias ao todo. No Terreirão, faça a mochila e volte descendo para a portaria (cerca de 3, 4 horas) ou passa mais uma noite por lá, descansando e voltando no próximo dia. Atenção! A opção de dois dias é longa e cansativa, especialmente no segundo e, por isso, só é recomendada para trekkers com boa condição física

 

 

Fauna e Flora

 

Com vegetação bastante variada, possui Mata Atlântica em sua parte mais baixa e campos rupestres na parte alta. A fauna é muito rica, com alguns exemplares de pequeno porte como gambá, cachorro-do-mato, guaxinim, quati e gato-do-mato. Ainda existem exemplares de onça-parda, jaguatirica e onça pintada. Siriema, gavião e gavião-carijó são algumas das aves presentes na região.

 

 

Como chegar

 

Portaria Alto Caparaó – A partir de Belo Horizonte ou Vitória, BR 262. Depois, MG 111 até Manhumirim e Alto Jequitibá, mais 11 km por asfalto até Alto Caparaó, a 4 km do parque. Pode-se pegar um ônibus até Manhuaçu ou Manhumirim e outro até Presidente Soares (Alto do Jequitibá). Depois, um para Alto Caparaó (apenas dois ônibus por dia faz o trajeto Manhuaçu-Alto Caparaó, via Manhumirim e Presidente Soares). Neste caso, caminha-se cerca de 3 hs por estradas de terra até a área de camping, onde pode-se chegar de carro também. Portaria Pedra Menina – De Vitória, são 131 km até Cachoeiro de Itapemirim. Daí, são 75 km até Guaçuí e mais 37 km até Dores do Rio Preto.

 

Infra-estrutura

 

O parque abre diariamente das 6h30 às 22 hs e os ingressos custam R$ 3,00. Possui centro de visitantes, alojamento para pequenos grupos e áreas para camping. Tel. para contato: (33) 343.1200. Lembramos que a administração do parque se reserva o direito de checar carro e mochilas dos visitantes, em busca de facões, bebidas alcoólicas e armas, que serão devolvidos na saída.

 

 

Caparaó com Trilhas & Rumos

 

Por ser um roteiro com mais de um dia de duração, onde provavelmente será necessário acampar, é fundamental levar uma barraca que seja ao mesmo tempo, leve, confortável e segura (que agüente chuvas e vento). Uma boa opção é a barraca Cota 2, que pesa 3,3 Kg e comporta duas pessoas. Com formato iglu modificado com duplo cruzamento da armação, seu novo modelo possui duas entradas e armações marcadas com sistema de cores para facilitar a montagem.

 

Para carregar os equipamentos, recomendamos a cargueira CramponTech 77 Tech, principalmente para quem precisa de mais espaço. Ideal para grandes caminhadas, possui compartimento para garrafas e cantil de hidratação, e ajuste rápido da estrutura de apoio pelo Quick Fit System.

 

Outra alternativa indicada neste roteiro, onde é possível realizar passeios curtos, é a mochila Crampon 68já que ela possui um bolso frontal que pode ser destacado, virando uma pequena mochila de ataque.

 

Um bom saco de dormir também é recomendável, por conta das baixas temperaturas. O saco de dormir que sugerimos é o Micro Pluma, que tem apenas 1kg. E para o isolamento térmico, uma alternativa boa é oIsolante Matratze Light, que pesa apenas 300g e possui uma face aluminizada que deve ser colocada em contato com o corpo, aumentando a proteção térmica.

 

Pensando em segurança, é recomendável levar um kit de primeiros socorros, como o Estojo SOS da Trilhas & Rumos, ideal para guardar bandagens, esparadrapo e curativos.

 

Em relação aos vestuários, sugerimos o Abrigo Parkha Klima, que é composto por duas peças: um casaco interno de fibra polar e, por fora, uma Parkha impermeável. Tem a opção de se desmembrar em dois, nos momentos mais quentes. Possui impermeabilização para 1.200 mm de coluna d’água, e reforço em pontos mais expostos ao atrito (ombros e cotovelos).

Fonte: Trilhas e Rumos


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